05/12/2017

Como aprendi inglês jogando video games

(Tempo médio de leitura: 3.5 min.)

Antes de tudo, eu devo dizer que eu sou um gamer.
Jogo vídeo games desde que era muito pequeno, em diversos tipos de locais: mini game, celular, vídeo game console, video game portátil, computador...  E como todo mundo que jogou vídeo game nas épocas mais antigas, tudo era em inglês.
Eventualmente, com o passar de anos e anos e anos, alguma coisa saiu meio que por osmose, de conhecimento da língua. Mínimo, é claro, mas saiu. Unindo esse conhecimento prévio com um pouco de estudos, o inglês veio relativamente fácil, quase que de forma natural. Parece fácil, mas não é tanto assim.
Primeiro vamos aos números: Vamos dizer que eu jogava video games cerca de 5 horas por dia quando criança, dos 7 anos, até quando comecei a trabalhar, aos 16 anos. Depois passei a jogar em média 3 horas por dia (entramos na era do celular, e os vídeo games portáteis :) ), e considero que, aos 23 anos, eu já estava em um nível avançado de inglês. Então, até os 16 anos eu já tinha lido ou ouvido passivamente, cerca de 16.400 mil horas (!) e quando completei 23 anos, mais 7.600 horas. Num total de 24 mil horas. É muito, muito tempo ouvindo inglês, não tem como não tirar proveito disso, certo?

Esse contato com o idioma passivo, parece pouco eficiente, se olharmos ele como diversão e não como estudo. Porém, esse estudo passivo é muito eficiente quando em conjunto com um estudo ativo.

Durante 2 anos desse longo período de estudos passivos, eu fiz um curso numa escola de inglês regular, com um método bem tradicional, e sem interesse no curso. Houve um pequeno progresso ali, mas nada muito eficiente. Eu poderia me considerar entrando no intermediário aqui.

Após esse período, eu tive vontade de fazer intercâmbio, por volta dos 18 anos, e fiz 6 meses de curso numa escola específica de inglês, mas dessa vez com um plano em mente, e com um objetivo. Esses 6 meses valeram muito, e me impulsionaram infinitamente no inglês (mesmo que no fim das contas, eu nem cheguei a realizar o exame do TOEFL). Nesse período, acredito que cheguei a entrar no inglês avançado, apesar de não ter me dado conta da evolução no momento. Isso é muito comum, ás vezes focamos muito nas dificuldades do estudo, e deixamos nossa evolução passar por despercebido, e ás vezes achamos que não estamos saindo do lugar, o que não é verdade na maioria das vezes.

O estudo de inglês ativo, aquele em que você dedica 100% da sua atenção para o inglês, é principal e indispensável. Já o estudo passivo, aquele que você dedica, talvez 10% da atenção apenas, ajudará a manter aquilo que foi feito durante o período ativo, e é um aliado excelente para auxiliar na memorização de palavras e também para se acostumar a pronúncias e jeitos de falar. Acredito que a proporção ideal seria 4x1, para cada hora de estudo ativo, deveriam ter pelo menos 4 horas de de estudo passivo, como por exemplo, ouvindo músicas, séries, podcasts, entre outros, enquanto está cozinhando, limpando a casa, trabalhando, ou até mesmo jogando um vídeo game que tem uma trilha sonora repetitiva.

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